quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A DIFICIL ARTE DE SER CRISTÃO

Gostaria de falar hoje da difícil arte de ser cristão. Primeiramente você deve acreditar num Deus que não teve início, meio e não terá fim, não é visível a olho nu, não tem corpo físico (você não pode toca-lo), apesar que tem gente que fala que sentiu o toque de Deus ou "deus" rsrs. A questão da fala de Deus é muito complicada pra mim, pois alguns dizem por ai que Deus falou, que mandou falar, que ouviu a voz de Deus etc. Eu, particularmente, tenho muita dificuldade de compreender e até mesmo aceitar isso. Além da Bíblia que é a palavra de Deus e que quando aberta é Deus falando, ainda não descobri entre tantas vozes na minha mente, qual é a de Deus apesar da Bíblia falar que Jesus é o bom pastor e que suas ovelhas ouvem e conhecem a sua voz (João 10). De tantos acontecimentos descritos na Bíblia eu tenho que acreditar em todos, apesar de entender que algumas coisas são difíceis de acreditar, até mesmo a própria Bíblia que foi escrita por homens "inspirados por Deus" de acordo com ela mesmo e com os próprio escritores (O apóstolo Paulo afirma que "toda a Escritura é inspirada por Deus" [literalmente, "soprada por Deus", que é a tradução da palavra grega θεοπνευστος, theopneustos] (2 Timóteo 3:16). O apóstolo Pedro diz que "nenhuma profecia foi proferida pela vontade dos homens. Inspirados pelo Espírito Santo é que homens falaram em nome de Deus." (2 Pedro 1:21). O apóstolo Pedro atribui aos escritos de Paulo a mesma autoridade do Antigo Testamento: "E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição" (2 Pedro 3:15-16). Falando ainda sobre a Bíblia, existem várias traduções, versões, onde alguns homens que se julgavam capazes ou por algum motivo especiais, determinaram quais livros eram inspirado e quais não eram dignos para comporem a Bíblia cristã que hoje usamos em nossas igrejas. (As diversas igrejas cristãs possuem algumas divergências quanto aos seus cânones sagrados. Inclusive protestantes entre protestantes. A Igreja Católica possui 46 livros no Antigo Testamento como parte de seu cânone bíblico. Os livros de Livro de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, I Macabeus e II Macabeus e as chamadas Adições em Ester e Adições em Daniel) são considerados "deuterocanônicos" (ou "do segundo cânon") pela Igreja Católica. Além disso, existem 27 livros no Novo Testamento. As igrejas cristãs ortodoxas e as outras igrejas orientais, aceitam, além de todos estes já citados, outros dois livros de Esdras, outros dois dos Macabeus, a Oração de Manassés, e alguns capítulos a mais no final do livro dos Salmos (um nas Bíblias das igrejas de tradição grega, cóptica, eslava e bizantina, e cinco nas Bíblias das igrejas de tradição siríaca). Eusébio Sofrônio Jerônimo (conhecido como São Jerônimo pelos católicos) traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim, criando a Vulgata. No Concílio de Trento em 1542, essa versão traduzida foi estabelecida como versão oficial da Bíblia para a Igreja Católica. Em meados do século XIV o teólogo John Wyclif realizou a tradução da Bíblia para o inglês. Após a Reforma Protestante a Bíblia recebeu traduções para diversas línguas e passou a ser distribuída sem restrições para as pessoas. Martinho Lutero traduz a Bíblia para a língua alemã enquanto estava escondido em Wittenberg do Papa Leão X, que queria fazer um "julgamento" após a publicação das 95 Teses. A grande fonte hebraica para o Antigo Testamento é o chamado Texto Massorético. Trata-se do texto hebraico fixado ao longo dos séculos por escolas de copistas, chamados massoretas, que tinham como particularidade um escrúpulo rigoroso na fidelidade da cópia ao original. O trabalho dos massoretas, de cópia e também de vocalização do texto hebraico (que não tem vogais, e que, por esse motivo, ao tornar-se língua morta, necessitou de as indicar por meio de sinais), prolongou-se até ao Século VIII d.C. Pela grande seriedade deste trabalho, e por ter sido feito ao longo de séculos, o texto massorético (sigla TM) é considerado a fonte mais autorizada para o texto hebraico bíblico original. No entanto, outras versões do Antigo Testamento têm importância, e permitem suprir as deficiências do Texto Massorético. É o caso do Pentateuco Samaritano (os samaritanos que eram uma comunidade étnica e religiosa separada dos judeus, que tinham culto e templo próprios, e que só aceitavam como livros sagrados os do Pentateuco), e principalmente a Septuaginta Grega (sigla LXX). A Versão dos Setenta ou Septuaginta Grega, designa a tradução grega do Antigo Testamento, elaborada entre os séculos IV e II a.C., feita em Alexandria, no Egito. O seu nome deve-se à lenda que dizia ter sido essa tradução um resultado milagroso do trabalho de 70 eruditos judeus, e que pretende exprimir que não só o texto, mas também a tradução, fora inspirada por Deus. A Septuaginta Grega é a mais antiga versão do Antigo Testamento que conhecemos. A sua grande importância provém também do facto de ter sido essa a versão da Bíblia utilizada entre os cristãos, desde o início, versão que continha os Deuterocanônicos, e a que é de maior citação do Novo Testamento, mais do que o Texto Massorético. A Igreja Católica considera como oficiais 73 livros bíblicos (46 do Antigo Testamento e 27 do Novo), sendo 7 livros a mais no Velho Testamento do que das demais religiões cristãs e pelo Judaísmo. A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu apenas em 1748, a partir da Vulgata Latina. De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de Dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialectos). Mesmo diante disso tudo, eu tenho que acreditar no que está escrito, eu tenho que amar assim como Deus me amou (eu, imperfeito, cheio de defeitos, ridículo e limitado), entregando o próprio filho para morrer por mim. E por falar nisso, eu faço minhas as palavras de Augustus Nicodemos em seu vídeo http://youtu.be/fjzPXqZF8xo, em sua explanação ele fala de uma palavra, antinomio (antinomia) e diz uma coisa muito interessante sobre a trindade, sobre as duas personalidades de Jesus, em fim, você não entende, mas tem que acreditar. Você tem que amar seu inimigo, você tem que oferecer a outra face, você tem que se alegrar nas provações, você tem que acreditar que Jesus vai voltar pra nos buscar um dia...


Não deixe de acreditar! Deus abençoe a todos! Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Entende?
1+1+1=1


Bone.

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